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17/01/2004 13:22
Vou logo dizer que sou uma pessoa muito educada,
sendo assim, não irei colocar fotos e mais fotos sem antes apresentar os seus
integrantes!!!
A intenção de postar fotos é que estas pessoas tão belas possam aparecer, e,
que vejam quanta coisa ridícula são capazes de fazer!!!
Da esquerda para direita: JOSELITO, VINÍCIUS e EDGAR!!!
Essa foto foi tirada do celular da Carla, que é
muito chique bemnhê!!! rs...o numero eu não me lembro, mas assim que o tiver eu coloco aqui!!! Carla comenta esta foto e dá seu número chiquê!!!
Aliás a próxima foto é da CARLA!!! ela é minha prima lá da cidade grande!!! a moça é brava e corre atrás de tudo quanto é trombadinha!!!
Quase me esqueci de dizer, sou eu quem está ao lado dela, ou é ela quem está ao meu lado, ah sei lá!!! é assim, da esquerda para direita eu e ela!!!
Essa aqui é ótima, quem nunca passou por alguma situação difícil!!! Olhe isto e agradeça, Deus é muito bom com você!!!
Um dia de merda*
Luis Fernando Veríssimo
Aeroporto de Buenos Aires, 15h30min. Pequeno mal-estar causado por uma cólica intestinal, mas nada que uma urinada e um pum não aliviasse. Mas, atrasado para pegar o ônibus que
o levaria ao outro aeroporto da cidade, de onde partiria o vôo para Córdoba, resolveu segurar as pontas. "Afinal de contas, são só uns 15 minutos de viagem. Chegando lá, tenho tempo de sobra para tirar aquela água do joelho!" Tranqüilo. O avião só sai às 16h30min.
Entrando no ônibus, sem sanitários, sentiu a primeira contração e tomou consciência de de que sua gravidez fecal chegara ao nono mês e que faria um parto de cócoras assim
que entrasse no banheiro do outro aeroporto. Virou-se para o amigo que o acompanhava e falou: "Cara, mal posso esperar para chegar na droga do aeroporto porque preciso largar um barro!" Nesse momento, sentiu um urubu beslicando sua cueca, mas botou o esfíncter para trabalhar e este segurou a barra (ou o barro...).
O ônibus mal havia começado a andar quando, para seu desespero, uma voz em castelhano anuncia no auto-falante: "Senhoras e senhores, nossa viagem entre os dois aeroportos levará em torno de 1 hora!" Aí, o urubu ficou maluco, querendo sair a qualquer custo. Fez um esforço hercúleo, até que conseguiu conter o moreno.
Suava em bicas!
Seu amigo percebeu e, como bom amigo que era, aproveitou para tirar um sarro daqueles. Um alívio provisório veio em formas de bolhas estomacais, indicando que, pelo menos agora, as coisas haviam se acomodado. Tentava se distrair vendo a paisagem, mas só conseguia pensar num banheiro, não com uma privada, mas com um vaso sanitário. Tão branco, tão limpo, que se poderia colocar seu almoço nele. E o papel-higiênico então? Branco e macio, com a textura e perfume de.... pblrpblrrpblrbr!!! "Ops!"
Sentiu um volume almofadado entre seu traseiro e o assento do ônibus e percebeu, consternado, que havia feito o dito cocô!
Um cocô sólido e comprido! Daqueles que dão orgulho ao pai (seu autor). Daqueles que dá vontade de ligar para os amigos e convidá-los para apreciá-lo na privada, tamanha perfeição da obra! Dava para expor na Bienal, mas sem dúvida, não nesse caso. Olhou para o amigo, procurando um pouco de solidariedade e confessou:
"Cara, caguei!" Quando o amigo parou de rir, uns 5 minutos mais tarde,aconselhou-o a ficar no centro da cidade, escala que o ônibus faria no meio da viagem, e que se limpasse em algum lugar. Mas ele resolveu que iria seguir a viagem, pois agora tudo estava sob controle.
"Dane-se, me limpo no aeroporto!" - disse - "Pior que isso não fico!" Mal o ônibus entrou em movimento, a cólica recomeçou forte. Ele arregalou os olhos, segurou-se na cadeira, mas não pode evitar e sem muita cerimônia ou anunciação, veio a segunda leva de merda. Desta vez, como uma pasta morna. Foi merda para tudo que é lado, borrando, esquentando e melando a bunda, a cueca, a barra da camisa, as pernas, panturrilhas, meias e pés.
E mais uma cólica, anunciando mais um derrame, agora líquida, das que queimam o fiofó do freguês ao sair rumo à liberdade. Depois um peido tipo bufa, que ele nem tentou segurar, pois afinal de contas, o que era um peidinho para quem já estava todo borrado? Já o peido seguinte foi do tipo pesado, fazendo com que se cagasse
pela quarta vez. Lembrou-se de um amigo que, certa vez, estava com tanta caganeira que resolveu colocar modess na cueca, mas colocou com os adesivos virados para cima e, quando foi tirá-lo, levou metade dos pêlos do fiofó junto. Mas era tarde demais para tal artifício absorvente. Tinha menstruado tanta merda, que nem uma bomba de cisterna poderia ajudá-lo a limpar a sujeirada.
Finalmente chegou ao aeroporto e, saindo apressado com passos curtinhos, suplicou ao amigo que apanhasse a mala no bagageiro e a levasse ao banheiro do aeroporto para que ele
pudesse trocar de roupa.
Correu ao sanitário e, indo de box em box, constatou a falta de papel higiênico em todos os cinco.
Entrou no último, sem papel mesmo, e tirou a roupa toda para analisar sua situação (que concluiu como sendo o fim do poço) e esperar pela mala da salvação com roupas limpinhas e cheirosinhas e com ele uma lufada de dignidade no seu dia.
Seu amigo entrou no banheiro com pressa. Tinha feito o check-in e ia tentar segurar o vôo. Jogou por cima do box o cartão de embarque e uma maleta de mão, saindo antes de qualquer protesto. Ele tinha despachado a mala com roupas. Na mala de mão só tinha um pulôver de gola V. A temperatura em Buenos Aires era aproximadamente
de 35ºC. Desesperado, começou a analisar quais de suas roupas seriam, de algum modo, aproveitáveis. Sua cueca, jogou no lixo. A camisa, a mesma história. As calças estavam deploráveis e assim estavam nota 3, numa escala de 1 a 10. Teria que improvisar. A necessidade é a mãe da invenção, então ele transformou uma simples privada em uma magnífica máquina de lavar. Virou as calças do lado do avesso, segurou-a pela barra e mergulhou a parte atingida na agua.
Começou a dar descarga até que o grosso se desprendeu. Estava pronto para embarcar. Saiu do banheiro e atravessou o aeroporto em direção ao portão de embarque, trajando sapatos sem meia, calças do lado avesso molhadas da cintura ao joelho (não exatamente limpas) e o pulôver gola V sem camisa.
Mas caminhava com a dignidade de um lorde. Embarcou no avião em que todos os passageiros aguardavam "o rapaz que estava no banheiro" e atravessou todo o corredor até seu assento ao lado seu amigo que sorria. A aeromoça aproximou-se e perguntou se precisava de algo. Ele chegou a pensar em pedir uma Gillete para cortar os pulsos ou 130 toalhinhas perfumadas para disfarçar o cheiro de fossa transbordante, mas decidiu não pedir:
"NADA NÃO,
OBRIGADO! EU SÓ QUERO ESQUECER ESTE DIA DE MERDA"

enviada por Miss Lexotan
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